O que encontro aqui sou eu, sou você, e nós
somos a parcela dos que não se encontraram
na realidade como ela é.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pensamento Rápido #6

Tempo, sumi. Um ano. É tão estranho e engraçado o gosto de quando parece estar tudo bem. Vivemos períodos de felicidades, de satisfação, parece que estamos andando para frente, para a luz. Minha depressão é crônica, nasci e a desenvolvi na infância, por isso, sei que minha luta por e contra ela é eterna, tento desviar sua atenção através das realizações, mas o mundo e sua imperfeição perfeita nos faz querer desistir a todo instante. O pior é sempre quando depois de um período gostoso, ela aparece lhe enfiando uma faca cada vez mais fundo, é como se fosse esperar pela vez ou pela hora em que em uma dessas voltas, a dor fosse tanta que a morte seria terrivelmente normal, interna e que refletisse naturalmente externamente.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pensamento Rápido #5

Estável. Aparente aparência em seqüência ou descendência de uma intenção. Natal, ano-novo, não há como fugir de tudo que nos cerca. Certa vez, ou esta decorrente corrente, tento por vez isolar os maus sentidos, porém na prática, todos esses grandes inchassos e marcas, do tempo, estão sobre a camada mais próxima da visão, o que nos torna incapazes de selecionar com o que sofrer. Sob isso, resta-me sem duvida, a opção de juntar todos esses itens em uma única e fatal história, como personagens e acontecimentos, para assim, nesta passagem de ano, a história finalize-se com sucesso.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pensamento rápido #4

Estou variavelmente bem. Meio cansado, ainda em recuperação da gripe, mas sem nenhum grande distúrbio. O problema com a minha conta de Internet ainda está em processo, fora isso, nenhuma novidade terrivelmente legal.


Eu tinha medo que este blog se tornasse um espaço negativo, mas acho que estou caminhando em deixá-lo mesmo com a cara que eu queria: um diário absolutamente desprovido de maiores intenções, mas que fosse claro, sincero e que eu pudesse dialogar com outras pessoas livremente.


Bem, estou meio sem criatividade para escrever qualquer coisa, sobre mim ou sobre os outros. Fica aqui hoje, uma satisfeita visão de felicidade.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Pensamento rápido #3

Eu tenho alguém, quero dizer, tenho um amigo. Ele é estudante de psicanálise integrativa. Mas eu o odeio por algumas coisas. Principalmente por parecer que ele não dá a mínima para a minha doença, pior, finge e me trata como se eu estivesse bem. E não, não é uma técnica da parte dele, é desatenção mesmo. Ô povo que odeio, de psicanalistas! Eles só servem para nos inserir em problemas, em classes e distúrbios sociais. Não importa como foi a sua vida. Eles criam um significado para tudo, um “significante”. E pior: sempre canalizado para uma coisa ruim, um problema em você, porque claro, eles precisam exercer a função de caçar e entender você. O problema é que eles só sabem para falar, falar, falar. Eles não têm exatamente uma função para te ajudar, uma palavra de carinho, etc. Não estou generalizando, já que existem diversas formatos de análise. Terapeutas, outros usam técnicas específicas, etc. Os que não tive problemas até hoje são os psicólogos. Eles parecem mais limpos. E olham de verdade nos seus olhos. E não tentam entender as superficialidades e as aparências de imediato baseadas em teorias dos mestres da psicanálise. Este amigo está vindo aqui. Pedi cigarros.


Ouvi por aí, e na prática também, que falar é sem duvida um dos melhores remédios. E vou usá-la hoje, tentar. Mesmo sabendo que ele não vai entender bulhufas, e vai entender tudo de outro jeito, do jeito que ele aprendeu na psicanálise, que não tem nada a ver com o que acontece comigo, no caso e no momento. Mesmo que isso pareça egocêntrico de minha parte, só parece. Mas, ainda há de crermos que o lado humano: sensorial e sensitivo, seja maior que qualquer base teórica. Hei de nos salvarmos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamento rápido #2

Eu acho que ainda vou encher este blog com muita porcaria, de confusão, de coisas não muito empáticas por algum tempo. É um processo, porque não tem fórmula. Acordei ontem com a sensação de que eu tinha aceitado o momento que eu vivo, da forma que ele é. E isso foi bom, me senti satisfeito. E que assumindo isto, as coisas poderiam ser diferentes. Pelo menos, menos dolorido, sabe? Menos, menos, menos. Menos todas as sensações ruins. Mas é complicado, o mundo continua rodando, e mesmo sendo um tempo estável aceito por mim, ele no fundo é o plano que eu quero sair, mudar. Viver em um plano, o aceitando com a intenção de que as coisas fiquem mais fácies, definitivamente não é a cura. Mas pelo menos, a verdadeira anestesia.

domingo, 18 de outubro de 2009

Pensamento rápido #1

O que mais cansa, é a rotatividade de emoções que fragilizam uma pessoa com tendência suicida. Porque ela tenta viver, por momentos, encontros e eventos de felicidade. Mas alguém que está no parapeito, com certeza voltará a subir ao topo novamente quando as coisas lá em baixo, só provarem mais ainda que nada vale a pena. E que nada tem sentido. Aquela ladainha de sempre, dos conflitos do homem. Mas acho isso um saco, essa necessidade das formalidades de hoje em dia. Estou cansado das pessoas neste período em que vivemos, cada vez mais adeptas ao conformalismo. Conformadas com suas casas, com seus jeitos e trejeitos, com suas fórmulas. De como as coisas devem ser. Simplesmente por isto. E nisto, somos obrigados a nos inserir. Quem não se insere, vira marginal, artista, ou, suicida. Pelo menos tudo isto fica divertido. Um louco que ri de si mesmo. E ninguém entende. E o pior é que talvez nem ele mesmo.