O que encontro aqui sou eu, sou você, e nós
somos a parcela dos que não se encontraram
na realidade como ela é.

sábado, 14 de novembro de 2009

Não sou eu (1) (escrito aos poucos)

1º Papel embrulhado.
Olá. Atenção: somente você poderá ler isto. Espero que esteja em um dia bom. Hoje a minha vida depende de você. Você é o primeiro. O meu primeiro. Eu não escuto, não falo e pouco me mexo. Só vejo. Estas palavras que se formam ou que falam contigo agora sou eu. Eu existo no seu pensamento. Só nele. Você é o responsável neste momento em diante, de que ninguém se comunique com palavras. Só pelos olhos, pelas ações, pelas reações, expressões, pelo movimento. Talvez fosse bom se pudéssemos passar a diante as responsabilidades que nos chegam. Seria, e não é este o caso. Não quero parecer rude, mas preciso de você por hoje, e só. Trouxe comigo um saco, dentro dele existem outras conversas como esta. Você é o único que não pode pegar outra. Você deve agora, guiar as pessoas para que peguem outras conversas. Eles devem lê-las para si. Claro que o que estou te pedindo pode ser muito difícil. Imagine realizar todos meus pedidos aí fora, fora de você inclusive, sem usar a fala? Faça o que puder, mas o mais próximo do que lhe pedi. Não fuja, não tema e principalmente, não me deixe. Chegará um momento, que alguém terá em mãos uma folha em branco. Você saberá o que fazer com esta pessoa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pensamento rápido #4

Estou variavelmente bem. Meio cansado, ainda em recuperação da gripe, mas sem nenhum grande distúrbio. O problema com a minha conta de Internet ainda está em processo, fora isso, nenhuma novidade terrivelmente legal.


Eu tinha medo que este blog se tornasse um espaço negativo, mas acho que estou caminhando em deixá-lo mesmo com a cara que eu queria: um diário absolutamente desprovido de maiores intenções, mas que fosse claro, sincero e que eu pudesse dialogar com outras pessoas livremente.


Bem, estou meio sem criatividade para escrever qualquer coisa, sobre mim ou sobre os outros. Fica aqui hoje, uma satisfeita visão de felicidade.

José González - Heartbeats

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Homem Leve



Partindo da obra "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, que se serve da doutrina do Eterno Retorno de Nietzsche para justificar e distinguir o leve do pesado, proponho adoptar o conceito da repetição eterna para tornar o leve em pesado. Segundo Nietzsche, a vida que levamos (e os respectivos acontecimentos que ocorrem) não acabam na nossa morte mas serão sim repetidos vezes sem conta, durante toda a eternidade. Perante este conceito, Milan Kundera defende que, se considerarmos que a mais pequena e leve acção que podemos tomar se vai repetir eternamente, essa acção passa de insignificantemente leve para extremamente pesada. Sugiro então a utilização de um objecto/acção que é leve por natureza e, repetindo-o indefinidamente, torná-lo pesado à medida que o tempo avança.
O conceito gira em torno de uma personagem indefinida que sofre da condição de ser fisicamente leve. Esta condição é algo que a condena a nunca conseguir terminar qualquer objectivo ou acção a que se propõe, uma vez que, a qualquer momento, causas exteriores a impedem de o conseguir. Aplicando a doutrina do Eterno Retorno de Nietzsche, apercebemo-nos de que uma existência aparentemente leve se torna pesada quando sujeita a uma repetição constante.

*Retirado do canal do criador no: http://www.youtube.com/user/MikeFrost

Físicoente

“Pra piorar...”.

Bem, acho melhor não começar assim, foi só um pensar rápido. Mas o fato de eu estar doente agora, não ajuda em nada. Uma gripe estranha, ainda não sei do que se trata, já tomei alguns remédios. Por enquanto estável. Além do mais, saiu à constatação da conta da minha Internet. Adivinhe por que eu pedi? Pelos míseros R$694,23 que me cobraram. Pedi outra, mas não sei o que vai dar isso. Não quero nem pensar muito, em meu nome sujo. Ah, é “Oi Velox 3G”. E o valor extrapolado cobrado, é referente ao que eu supostamente ultrapassei do limite de 10gigabytes do meu plano. O que é mentira. Só se andaram roubando o sinal do meu número.

Esse final de semana ocorre o evento que eu sempre participei todos os últimos anos. Este é o primeiro sem participar, ou seja, mais um item para minha caixinha de frustrações, do “Quem sou eu agora?”. "Eu? Sou hoje tudo que eu já fui, mas que não sou mais."

Enfim, deve ser coisa da idade, (risos), que bobagem. Todas idades sofrem riscos e estão aptas ao sofrimento.

Enquanto isso... Vamos enchendo a caixinha de frustrações.